Ele não merece
a lua de neon
que a rua lhe oferece.
Ele dorme,
ele descança
do mundo sujismundo.
Ele se recolhe
sobre um banco
de ponto de ônibus.
Ele dorme
com o melodioso som
do ronco dos motores.
Ele é ninado
pelas cuspidas
das armas.
Ele é coberto
pela névoa
e para aquecê-lo
a quente fumaça.
Ele não tem culpa
mas é só isso
que o mundo
lhe oferece.
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